Está aberta a temporada das Birras!

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Participando de alguns grupos virtuais de mães, vira e mexe aparece uma, ou duas ou várias… reclamando enlouquecidas do ex-bb q têm em casa. O ex-bb  é aquela criança que tem mais de um ano e menos de três. Não domina a linguagem verbal e muito menos as regras de convívio social. Sabe muito bem o que quer, costuma ser obstinado e perseverante, apesar da pouca idade. Honra seus princípios: não cede com chantagens, é desafiador, não abaixa a cabeça, não tem noção da sua pequenez e, tal qual Davi diante de Golias, nos enfrenta! Vc tem um assim em casa tb?

Em inglês o ex-bb tem nome: toddler, mas em português não há um vocábulo que batize essa fase incrivelmente fascinante. O toddler, aqui batizado de ex-bb, é uma criaturinha cheia de vontades que não compreende bem as negociações pacíficas de alguns pais ou que dá de ombros diante das ordens autoritárias de outros, muitos desses pais sentem-se despreparados para lidar com seus pequenos infantes e lançam mão de atitudes desesperadas quando os protestos de seus filhos tornam-se audíveis em todo o quarteirão.

Quem nunca presenciou uma cena clássica de birra? A criança quer X, o pai não dá. A criança grita, chora, berra, se joga no chão, bate no pai ou em si mesma… Diante do piti descrito, muitos julgam que ignorar é o melhor remédio. Afinal, se não tem plateia não tem show. Certo? Hummm, vamos pensar assim:

Naquele dia Martinha, 30 anos – casada,  tinha uma festa pra ir, tentou colocar seu vestido preferido e ao constatar q o zíper não fechava de jeito nenhum (tinha egordado uns quilos – fato!)  teve um ataque de pelanca: começou a chorar, tirou o sapato e arremessou no espelho, desfez o penteado e deitou debaixo das cobertas(era inverno).
Diante da cena cinematográfica:

Opção a:
O marido entra no quarto e assiste meio ataque de pelanca com uma cara misto de desdém com impaciência. Sai do quarto sem dizer nada e liga o canal de esportes. Depois dá um grito da sala:
– Já acabou o show? Bota qualquer coisa aí e vãobora.

Opção b:
O marido entra no quarto e diz:
– Já sei, já sei: o zíper não fechou! Acertei? Eu te avisei, eu te avisei… Quando eu falo “Para de beliscar Martinha! Outro doce? Não abusa da cervejinha…”; vc não gosta. Agora taí o resultado. Acho q vc está precisando pensar a respeito das suas atitudes, sabe? Essa semana vc está proibida de sair com as suas amigas, se não sabe mandar na boca, eu vou ter q intervir! Agora coloca qualquer coisa aí e levanta dessa cama. Vc tem q aprender a se responsabilizar pelas suas atitudes.

Opção c:
O marido entra no quarto e pergunta:
– O q houve?
Ela,  mto estressada, grita:
– Nada, não houve nada, vc nunca iria entender, pois pode comer um quilo de chocolate q não engorda!
O marido fica lá, espera ela se acalmar um pouco, tenta abraçá-la. Então lembra de um outro vestido florido, mais larguinho, q é lindo… Procura animá-la e a ajuda e ver saídas para a situação pseudo catastrófica.

Se vc fosse Martinha, como gostaria de ser tratada??? Com q marido gostaria de ser casada? Com o q te ignora, com o q te dá lição de moral e ainda quer te castigar (espero q não exista nenhum assim no planeta atualmente) ou com aquele que te ajuda a ver uma luz no fim do túnel? Ora, pessoal, família é pra se ajudar, não é mesmo? Com quem Martinha pode contar no momento em q se sente triste, frustada, impotente? Com quem seu filho pode contar quando se sente triste, frustado, impotente? Do nosso ponto de vista a birra é um ataque sem motivo ou sem grande motivo, mas não do ponto de vista do ex-bb. Quando a gente ignora a birra, a mensagem q a gente transmite para a criança é: “eu não me importo”. Eu não me importo com o seu choro. Eu não me importo com os seus problemas. Eu não me importo com os seus protestos. Eu não me importo com vc. Talvez vc esteja pensando q eu sou dramática demais, mas é isso mesmo: a criança tem um problema (pra ela enorme) e vc q é mãe ou pai  provavelmente são tb os únicos aos quais ela pode recorrer, nos quais ela pode confiar. Logo vc é q vai fingir q não a escuta? Logo vc vai ignorá-la na hora q ela precisa?

No livro “A Criança Mais Feliz do Pedaço” o Dr. Karp – pediatra e autor – dá dicas práticas de como acabar com a birra por meio de sua técnica que se baseia na comunicação eficaz. Para ele a birra é a manifestação da frustração dos nossos pequenos e para que ela cesse faz-se necessário mostrar aos pequenos que nós os compreendemos. Vc deve estar pensando que isso tudo é muito bonito na teoria, mas eu posso garantir q a técnica do Dr. Karp funciona na grande maioria das vezes! Ele sugere que usemos frases curtas e repetição de palavras, pois explica que em pleno “transe da birra” o cérebro imaturo da criança é incapaz de ouvir frases longas e complexas. Vale lembrar que aprender a se comunicar com a criança e mostrar a ela que entendeu o motivo de sua frustração não quer dizer q devemos realizar seus desejos. O Dr. Karp ensina a se comunicar com o pequeno, acalmá-lo e ajudá-lo a encontrar soluções para o dilema vivido. Eu nem concordo com tuuuudo q ele diz no livro, mas com certeza recomendo a leitura. O método pode parecer um pouco estranho, mas realmente faz milagres.

Nossos pequenos merecem respeito e compreensão. Ainda não sabem se comunicar muito bem e é nosso papel ajudá-los nessa tarefa. Não existe fórmula milagrosa, mas Dr. Karp ajuda muitíssimo! Fica a dica!

Resuminho bacaninha do livro aqui: http://www.maesaobra.com.br/2011/05/27/a-crianca-mais-feliz-do-pedaco/

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