Di-i-ga!

A gente vai sempre ao parquinho da quadra. Brasília tem essa vantagem, os prédios não tem nada, só elevador e garagem, mas as quadras têm parquinho!
O brinquedo preferido da Maria Flor, até recentemente, era o balanço. Ela poderia passar nele uma hora seguida na terapia de ver o céu, ver o chão, ver o céu, ver o chão, ver o céu… Vento no rosto, a certeza da mãe q logo atrás a impulsiona e todas as cantigas infantis de ontem e de hoje como trilha sonora.
Ela tava com 1 ano e 8 meses de vida e uns 50 minutos consecutivos de balanço quando eu resolvi verificar via Whatsapp se o pai estava chegando. Enquanto a empurrava com uma mão, saquei o celular com a outra e comecei a digitar a msg pro Daniel Luz. Parei de cantar, é claro, mas ainda fazia 2 coisas ao mesmo tempo, como toda mãe sabe fazer.
Ela não aprovou:
— Di—i—ga!
Olhos no celular:
— Q filha?
— Di—i—ga!
— Desligar? Desligar o q, Maria?
Impaciente ela esbravejou:
—Di—i—ga esse ce—u—ar*!!!!

1 ano e 8 meses!
Posso com isso?

*CELULAR

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